Em apoio ao Pinheirinho, 5 mil pessoas paralisam o centro de São José dos Campos

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Mais de 5 mil pessoas. Trabalhadores da cidade e do campo, diversas categorias, regiões e estados do País se reuniram numa manifestação que paralisou o centro da cidade de São José dos Campos-SP em defesa dos trabalhadores do Pinheirinho.

O governo do estado de São Paulo  e da cidade de São José dos Campos, ambos do PSDB, numa ação combinada com o Judiciário através do TJ/SP, tentaram aniquiliar e destruir não só as casas, mas principalmente a luta dos moradores do Pinheirinho. Mas a mobilização da classe trabalhadora demonstrou que seu principal objetivo não foi alcançado.

A luta no Pinheirinho atravessou as cercas da cidade  e do estado de São Paulo, foi além das fronteiras do País e se amplia num movimento de solidariedade ativa de classe.

A Intersindical - Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora participou ativamente da construção dessa manifestação e, além disso, está junto nas ações de enfrentamento que exige a punição dos atos de violência contra os homens, mulheres, crianças e idosos que foram atacados pela violência do Estado.

Mas a luta vai além: é preciso reconstruir o que foi destruído pelas mãos do Estado que o fez para garantir os interesses do Capital, na expressão do mega especulador Naji Nahas e para isso a exigência segue sendo a desapropriação imediata da área do Pinheirinho para a construção de moradia digna aos que foram expulsos desse pedaço de chão.

Como exemplo das mais diversas delegações presentes ao Ato Nacional, a delegação do sul, organizada pela Intersindical com os companheiros de Blumenau e Sindicatos estaduais de SC, esteve presente nos alojamentos e nos escombros do Pinheirinho no final da tarde. A tristeza pelo sofrimento vivido pelos companheiros se transforma em força para ampliar a luta que como classe trabalhadora que somos todos nós.



Greve de fome na porta da TV Globo em favor do Pinheirinho

O ativista Pedro Rios Leão, desde domingo, se algemou na calçada em frente à TV Globo, e está fazendo greve de fome.

O motivo, segundo suas próprias palavras:

“Minha maior arma é o constrangimento porque passa a TV Globo, que simboliza a mídia conservadora e maniqueísta que escondeu o massacre cometido pela polícia e por agentes da guarda municipal de São José dos Campos. Houve mortes em Pinheirinho e ninguém denunciou isso. Minha greve de fome tem o objetivo de denunciar os atos de barbárie cometidos contra uma população desarmada. Meu protesto é para que o governador Geraldo Alckmin seja preso. Que os desembargadores que assinaram a ordem para que a violência ocorresse sejam presos. Que o proprietário daquelas terras, o especulador Naji Nahas seja preso!”

Pedro Rios esteve no Pinheirinho e gravou vários vídeos com as atrocidades e depoimentos de moradores. Independente de concordar ou não com tudo o que Pedro Rios diz ou faz, o fato, que é notícia, está literalmente na porta da TV Globo. Basta a produção da emissora chegar na janela e filmar. só sair na rua e gravar. Mas a emissora não dá uma palavra a respeito da notícia que bate na porta da emissora.

A quem serve essa liberdade de imprensa? A notícia que realmente interessa ao povo brasileiro permanece censurada pelos donos dos canais de TV e jornais.

Com informações da Intersindical

 
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