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Marun anuncia oficialmente suspensão da reforma da Previdência; Entidades sindicais permanecem mobilizadas

O momento ainda é de intensificar a mobilização contra os ataques aos direitos dos trabalhadores, ainda que a suspensão da tramitação da reforma possa representar a vitória do trabalho em conjunto de toda a classe trabalhadora

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, confirmou no início da noite da última segunda-feira (19) a suspensão da tramitação da PEC 287/16 que altera as regras da aposentadoria, a reforma da Previdência.

O anúncio do governo confirma a posição dos presidentes do Congresso Nacional e do Senado, senador Eunício de Oliveira (PMDB/CE) e do da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), de que a reforma fora prejudicada pela intervenção federal no Rio de Janeiro.

 

“Hoje, tramitação da reforma da Previdência está suspensa”, disse Marun à revista Isto É. Ele evitou estipular uma nova data, mas assegurou que a votação da reforma em fevereiro está “fora de cogitação”. “Pode votar antes de dezembro se o governo entender que os motivos que promoveram a edição do decreto tenham cessado”, disse. “Não temos a intenção de suspender o decreto”, afirmou. No entanto, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), endureceu o discurso e disse que não pautaria nenhuma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para discussão ou votação na Casa. Segundo ele, o artigo da Constituição impede até mesmo o debate de mudanças constitucionais pelo Legislativo, não apenas a promulgação.

Entidades sindicais permanecem mobilizadas 

Apesar de já esperada, a notícia foi recebida com cautela pelas entidades sindicais, que mantiveram na segunda-feira o Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência. Mobilizados, sindicatos dos servidores do PJU e MPU se juntaram a entidades de outras categorias, reforçando a mensagem contra o assalto a direitos dos trabalhadores que representam as reformas que o governo quer emplacar, em especial, a PEC 287/16.

O Sintrajufe/CE lembra que o momento ainda é de intensificar a mobilização contra os ataques aos direitos dos trabalhadores, ainda que a suspensão da tramitação da reforma possa representar a vitória do trabalho em conjunto de toda a classe trabalhadora.