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SEM NOVIDADES E SEM OBJETIVIDADE, XXII PLENÁRIA NACIONAL DA FENAJUFE NÃO PRIORIZA CATEGORIA

O sindicato foi representado pelos servidores Cláudio Emílio Mendes Carvalhedo e Anibal Matos Pita, e por Fábio Antônio Teixeira Sabóia, presidente do Conselho Deliberativo, Juscelino Mourão Alcântara, conselheiro, e Engelberg Belém Pontes, diretor administrativo e financeiro.

Na última semana, o Sintrajufe/CE marcou presença na XXII Plenária Nacional da Fenajufe, que aconteceu no Bahia Othon Palace Hotel, em Salvador/BA, dos dias 2 a 5 de agosto. O sindicato foi representado pelos servidores Cláudio Emílio Mendes Carvalhedo e Anibal Matos Pita, e por Fábio Antônio Teixeira Sabóia, presidente do Conselho Deliberativo, Juscelino Mourão Alcântara, conselheiro, e Engelberg Belém Pontes, diretor administrativo e financeiro.

Sem novidades quanto ao seu formato e sem objetividade, a XXII Plenária Nacional não priorizou a categoria. Durante os quatro dias de intensos debates, houve uma disparidade entre o tempo destinado às discussões acerca de temas prioritários para o movimento sindical do Judiciário Federal e MPU, como a reforma da previdência, revogação da reforma trabalhista, desmonte do PJU e MPU, derrubada da EC 95 e da PEC 55/2016, o apoio à auditoria da dívida pública e a data-base, com relação ao tempo destinado ao debate de assuntos paralelos à carreira.

Temas gerais, assuntos administrativos e o uso do tempo de debate para posicionamento de forças políticas tomaram conta do evento. “A Plenária da Fenajufe propiciou um encontro muito importante de todos os delegados e delegadas. No entanto, tivemos alguns probleminhas com relação ao encaminhamento de algumas pautas específicas. Espero que nas próximas reuniões possamos agir com mais eficácia”, opinou Juscelino Alcântara, conselheiro do Sintrajufe/CE.

O servidor Cláudio Emílio também apontou para o desequilíbrio de prioridades. “Os temas propostos na Plenária foram interessantes pra categoria, mas se perdeu muito tempo discutindo temas que não interessam a categoria dos servidores públicos. Os principais pontos da categoria foram discutidos de forma superficial”.

“A Plenária é um momento importante para reforçar a luta da categoria pela data base, pelo NS, contra o assédio moral e reforma da previdência, e melhoria do plano de saúde do servidor, entre outras demandas”, destacou o diretor administrativo, Engelberg Belém.

UNIÃO DE CLASSE MARCA ABERTURA

Na quinta-feira (2), a abertura discutiu a unidade da categoria e da classe trabalhadora para resistir aos ataques do mercado e à retirada de direitos. A mesa inicial foi composta pelos coordenadores Adilson Rodrigues, Rodrigo Peixoto, Mara Weber, Marcelo Ortiz, Costa Neto e Marcos Santos. Mara Weber, coordenadora da Fenajufe, também alertou quanto ao risco de se fazer lutas isoladas, convidando os delegados e as delegadas a uma reflexão sobre a importância da luta unificada.

Já na sexta-feira (3), a XXII Plenária Nacional reuniu representantes de diversos sindicatos do PJU e MPU do país para amplo debate sobre a conjuntura internacional e nacional e os ataques aos servidores e serviços públicos.

Sábado (4), os temas em destaque foram a reforma da previdência, revogação da reforma trabalhista, derrubada da EC 95 e da PEC 55/2016, o apoio à auditoria da dívida pública e a data-base. Além disso, foi definido o calendário de lutas. Confira:

– 10 de agosto: Dia Nacional de Luta nos estados em defesa do emprego, da aposentadoria e contra a reforma trabalhista. As entidades devem se empenhar para construir as mobilizações nos estados a partir dos Fóruns em defesa do serviço Público e outros espaços organizativos nos estados.

– Indicativo do dia nacional de lutas no dia 12/9 com Caravanas para Brasília, data da posse do novo presidente do STF para pressionar pela data-base do serviço público.

– Realização do Seminário Nacional do FONASEFE, conjuntamente com servidores federais, municipais e estaduais. As entidades definirão a data já nos próximos dias.

MULHERES EM RESISTÊNCIA NO ÚLTIMO DIA DE PLENÁRIA

No domingo (5), delegadas e observadoras entram em resistência em defesa das políticas de igualdade de gênero, defesa das mulheres, LGBTQIs, negros e outras defesas de caráter social. As militantes questionaram, ainda, a ausência de políticas de gênero nas entidades sindicais.

FOTO: Divulgação/Fenajufe